Fheluany Nogueira
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 Plantas de Nosso Quintal
(Outra Vez)


 
 É válido retomarmos o livro, com o título ao lado, escrito por Neusa Figueiredo Mei, de 92 anos e da nossa região, portanto com vasta experiência para nos passar.
 
É difícil encontrar algum cozinheiro, em qualquer parte do mundo, profissional ou amador, que não use o alho em muitas receitas. Rei dos temperos caseiros, o alho apresenta em sua composição minerais importantes para o metabolismo.  Seu uso não é mais apenas como tempero e já é possível encontrar receitas em que ele é o prato principal, como a  que a autora ensina, de patezinho gostoso para comer com torradas:


 
Meio copo de leite, dois dentes de alho, óleo até dar o ponto.
Bater o alho e o leite no liquidificador e colocar o óleo em fio até dar o ponto de creme
       
 
 
Para você que não vive sem essa hortaliça, separamos abaixo algumas curiosidades sobre o alho apresentadas no livro. Confira!
Para remediar o mau hálito com o uso do alho, recomenda-se mastigar folhinhas de salsinha, alguns grãos de café, sementes de erva doce ou comer uma maçã lentamente.
 
Para garantir plenamente seus benefícios, o alho não deve ser aquecido. Recomenda-se deixá-lo de molho fatiado ou esmigalhado por dez minutos antes de submetê-lo ao calor.
 
A origem do alho é incerta. Há registros da hortaliça com mais de 6 mil anos e uma das hipóteses é que ela tenha surgido na Ásia Central, na região da Sibéria. Teria sido levado para o Egito por tribos asiáticas nômades e dali seguido para o extremo oriente através das rotas do comércio com a Índia. Só depois disso teria chegado à Europa.
 
 
No antigo Egito, além de alimento, o alho era jogado no fogo por sacerdotes a fim de obter saúde para os fiéis. No trabalho das pirâmides, os operários egípcios o usavam para se fortalecerem. Segundo a História, a primeira greve teve início com o corte da cota de alho aos obreiros das pirâmides.
Na Grécia, não era muito apreciado. Tanto, que na Odisseia, poema épico de Homero, Ulisses comeu alho para afastar a feiticeira Circe e evitar que ela o transformasse em um porco! Na Roma antiga, era consumido pelos soldados em grandes jornadas, porém, repudiado pelos nobres em virtude do cheiro.
 
Por ser considerado afrodisíaco, na Idade Média era proibido nos monastérios e vedado na alimentação dos monges.
 
 
 
D. Neusa atribui uma série de benefícios ao alho:
 
 
         Passar uma fatia de alho no terçol, uma ou duas vezes ao dia. Continuar até desaparecer.
 
Poderoso recurso para acabar com os dolorosos calos - modelar sobre o calo, de acordo com seu formato, fatias bem finas de alho. Prender com esparadrapo e trocar o curativo todos os dias. Na impossibilidade, trocar uma vez por semana, no mínimo, protegendo bem o local contra água ou sujeira. É preciso paciência, pois demora alguns dias. Aos poucos, o calo vai desprendendo, até sumir...
 
Colocar alho fatiado até a metade de um vidro de boca larga, se possível escuro. Cobrir com álcool de cereal ou boa cachaça, macerar até o líquido adquirir um tom meio amarelado ou creme e coar. Fechar bem o vidro e deixá-lo longe da luz e em lugar ventilado. Tomar uma colher de sopa às refeições que ajuda a baixar o colesterol e a pressão alta.
 
 
Vermes intestinais: amassar bem 2 dentes de alho, 3 brotos de hortelã em uma xícara de café d'água filtrada. Misturar e coar, espremendo bem.
         Outra sugestão é o alho com leite quente.
 
Xarope de alho para gripe, bronquite, tosse: 3 colheres de açúcar, caramelizado; 2 fatias de abacaxi; 1 limão em cruz; 1 colher de sopa de gengibre ralado ou fatiado fino; 3 dentes de alho e meio litro de água. Misture os ingredientes e tome uma vez por dia.
 
O primeiro a descrever o efeito bactericida do alho foi Louis Pasteur. No século 19, o cientista francês demonstrou e comprovou suas propriedades antissépticas. Desde então, vários estudos já mostraram que a alicina presente na hortaliça tem ações antibacteriana, antifúngica e antiparasitária contra uma vasta gama de microrganismos.
 
A autora arremata o capítulo sobre o alho com uma história de advertência:

“Em uma viagem de carro que levaria mais ou menos cinco horas, minha amiga resolveu levar a maceração de alho, preocupada estava com o colesterol de seu pai. Colocou o vidro com o remédio em uma caixinha e a seguir no porta malas.
Partiram... conversa animada, ia tudo bem até que seu esposo, de olfato apurado, começou a reclamar de cheiro desagradável no carro. Minha amiga arrepiou dos pés à cabeça, pressentindo o perigo do vazamento de sua maceração de alho.
Chegaram... desceu logo do carro e lá ficou sem vontade de presenciar a cena.
Vidro mal tampado, líquido vazado e o cheiro do alho impregnando todo o carro com seu aroma desagradável. O esposo de minha amiga, de branco ficou vermelho. Ela encolhida perto do porta malas, calada, recebeu a tempestade com raios e trovões...
Mas, lá dentro de seu íntimo, sem uma palavra sequer, o que mais lamentava era a perda de sua poção salvadora.”


Vale a pena conhecer todo o livro, se não pelo prazer da leitura, pelos bons conselhos nutricionais.

Fheluany Nogueira
Enviado por Fheluany Nogueira em 06/08/2018
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