Fheluany Nogueira
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Ruas de ontem e de hoje (2)


 
 
Um dos locais mais fotografados do passado alegriense é sem dúvida, a rua Floriano Peixoto. É só pesquisar no histórico da cidade, que se pode ter a certeza dessa afirmação. Na foto acima, datada de 1959, ou seja, 59 anos atrás, podemos visualizar vários pontos conhecidos até hoje; ou ainda, na foto da década de 40 que mostra o quadrilátero comercial formado pela “venda do João Alegre” e as lojas dos irmãos Ayub, na esquina com a atual Nove de Julho.


Esta rua era uma das artérias mais importantes, pelo forte comércio e por passar pelo Largo do Rosário, onde já estava a capela. Nesse local eram feitos os velórios da zona rural e de lá iam para o cemitério.
 
 
A Rua Floriano Peixoto, atual, nasce no Matadouro Municipal, atravessa toda a cidade e, morre na saída para o Baú, um dos bairros na zona rural. Foi um dos primeiros arruamentos da vila e, é provável que, por este motivo, tenha sido dos primeiros calçamentos na cidade.
 
 
*     Por que rua Floriano Peixoto?
 
Militar e estadista alagoano (1839-1895). Segundo Presidente do Brasil, foi responsável pela consolidação do regime republicano. Floriano Vieira Peixoto (30/4/1839-29/6/1895) nasceu em Maceió, filho de lavradores pobres, e foi criado pelo tio e padrinho, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Cursou o primário em Maceió e a Escola Militar no Rio de Janeiro, para onde foi mandado aos 16 anos.
Revela distinção e bravura no Exército, especialmente na Guerra do Paraguai, da qual participou até o desfecho, em Cerro Corá, trazendo como lembrança a manta do cavalo de Solano López. Foi ajudante-general-de-campo, segundo posto abaixo do ministro do Exército, o visconde de Ouro Preto, quando eclodiu o movimento republicano em 1889. Recusou-se a fazer parte da conspiração, mas também não se dispôs a combater as tropas republicanas rebeladas.
Com a proclamação da República, ocupou o Ministério da Guerra, em 1890, e foi eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca no ano seguinte. Com a renúncia de Fonseca, assumiu a Presidência e governou com mão de ferro até o final do mandato, em 1894. Venceu um período conturbado por movimentos rebeldes, entre eles a Revolta da Armada e a Revolução Federalista, que tinha como objetivo destituí-lo do poder.
O apelido de "Marechal de Ferro" se popularizou devido à força com que o presidente suprimiu tanto a Segunda Revolta da Armada como a Revolução Federalista, que ocorreu na capital catarinense, então chamada de Desterro. Em sua homenagem, o governador Hercílio Luz decretou a mudança do nome para Florianópolis, em 1º/10/1894.
O culto à personalidade de Floriano – o florianismo – foi o precursor dos demais "ismos" da política do Brasil: o getulismo, o lacerdismo, o ademarismo, o janismo, o brizolismo, o malufismo e o lulismo. Retirou-se da vida pública assim que deixou o cargo de presidente. Morre em Divisa, hoje distrito de Floriano, no município de Barra Mansa, Rio de Janeiro.
 
São muitas as ruas e avenidas que receberam o seu nome, em sua homenagem, por todo o Brasil. Uma curiosidade é que a rua Floriano Peixoto, na Sé, é tão pequena que pouca gente percebe a existência dela. E é por passar despercebida em pleno coração da cidade de São Paulo que esta rua localizada ao lado do Pátio do Colégio é sempre pouco usada por pedestres e automóveis e costuma ser ocupada por mendigos e moradores de rua. E nela há dois prédios completamente abandonados e fechados com parede de blocos fechando suas entradas.
 
Fheluany Nogueira
Enviado por Fheluany Nogueira em 24/06/2018
Alterado em 24/06/2018
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