Fheluany Nogueira
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Dor-de-Cotovelo em Microcontos



 
 
# Amor Plastificado
 
          Sou contra flores de plástico. São permanentes - o amor de plástico será permanente. As flores de verdade são diferentes, mudam a todo momento. Hoje estão lá dançando ao vento; amanhã não serão encontradas -  desaparecerão misteriosamente como apareceram.

         Ele trouxe-me flores de plástico – faltava-lhe elegância.
 



 
# Emaranhado de Palavras

 
         Não consegui materializar o que sentia, saíram apenas palavras descoloridas. Um mal estar estranho me invadia. A fuga dele me esmagando. Ele se foi com a música. Usei todas as fórmulas mágicas de fazer voltar, até que me perdi também na fuga de sua fuga. 

          Sinto que me traiu, envolveu-me em redes de palavras,tramas de verbos e me deixou assim, muda, gaga, confusa. Agora vem com antônimos, juras de amor eterno.


 
 


# Sem raízes

          Deixo a casa para não mais voltar. Fico um pouco no ar, sem raízes. Levo as feridas que me fez... por causa das vozes que não guardaram meu segredo. Os tímpanos se romperam sob o eco pesado e duro destas vozes. A chama da paixão se apagou.

          Mala posta, a sensação de viagem solitária. O abandono...




# Divórcio
 

         Ele chega e diz que precisamos conversar. Guardar o resto de amor que possa existir dentro de nós. Somos embalados pelo som de um bolero. Seu braço me apertou com ânsia e força, sem encanto, porém.

        Senti a hipocrisia das palavras e do abraço.  Entendi tudo. O objetivo era o divórcio. A outra o aguardava na rua.





 
 
Fheluany Nogueira
Enviado por Fheluany Nogueira em 06/09/2017
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