Fheluany Nogueira
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Escapou por Pouco

 
 
O pardalzinho veio do quintal,
Pela cozinha se pôs a revoar...
O vento inimigo, ali o fechou!
Então, o quiproquó começou...
 
O bichinho debatia as asas,
Ia ligeiro de vitrô em vitrô!
O lustre balançante quase derrubou!
Pipiava lamentoso, muito medo da prisão...
 
O escarcéu mais cresceu,
Quando toda aquela folia,
 Lili da soneca despertou...
Que baderna! Que estrepolia!
 
Não sei se por brincadeira,
Não sei se por instinto animal,
Se voava e pipilava o passarinho,
Corria e latia, bem atrás, a cachorrinha...
Se, por instantes, a ave na mesa pousava,
A Lili danadinha pulava, pulava...
 
O pardal já ficava encarangado,
A caçadora já de ânimo esgotado,
Quando portas e vidros o vovô escancarou!
O vaivém, o pousa-pula, nesta hora, acabou.
 
Foi-se embora o passarinho!
 Lili ouviu quietinha a censura...
“Assim, ninguém a bichinha atura!”
Que esculacho, hein vovozinho!?



 
 
 
Fheluany Nogueira
Enviado por Fheluany Nogueira em 01/07/2017
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