Fheluany Nogueira
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Escola e HQs
 


          Momentos emocionantes pudemos vivenciar, no final de outubro,  por  ocasião da II Feira do Livro Infantil,  de Santo Antônio da Alegria. Estou singularmente honrada pela homenagem  recebida. Foi um caloroso prêmio ter o nome vinculado a um material de aprendizagem. Agradeço de coração às pessoas que se lembraram de meu nome  para a  GIBITECA criada para a rede municipal de ensino. E, mais vaidosa fico quando justificaram este convite dizendo que fui uma professora que sempre estimulou a leitura. Este foi sempre o primeiro objetivo de todo o meu trabalho e estou muito orgulhosa de poder, agora continuá-lo de outra forma.   É preciso  crescer o acervo de livros, em quantidade e variedade, para alcançar maior número de leitores, e em qualidade para tornar nossos usuários mais informados e mais críticos.

          As histórias em quadrinhos nasceram no final do século XIX, mas só recentemente se tornaram tão difundidas em todos os cantos do planeta, com enredos para satisfazer qualquer fantasia. Por meio delas, pode-se duelar numa vila do Velho Oeste, fazer uma viagem interplanetária ou vagar pela inocência do universo infantil e dos sonhos.

          Assim, convivemos com elas há tanto tempo que, talvez por isso, não percebamos sua real importância. Poucos já pararam para pensar que os quadrinhos, além de nos proporcionar prazer e entretenimen­to, constituem, também, uma fascinante demonstração da arte e criatividade. O desenho, a mais antiga forma de comunicação, acompanha o homem desde a época das cavernas. Hoje, a imprensa e os meios eletrônicos nos fazem viver mergulhados em um mundo de imagens.

     As histórias em quadrinhos, isto é, os gibis são obras ricas em simbologia - podem ser vistas como objeto de lazer, estudo e investigação. A maneira como as palavras, imagens e as formas são trabalhadas apresenta um convite à interação autor-leitor.

     E os quadrinhos, com as aventuras vibrantes e divertidas estão presentes em todos os lugares, nas revistas, na propaganda e nos livros escolares; são símbolos da comunicação moderna. Exploram um conjunto de informações e conhecimentos multidisciplinares, além das linguagens diversas, trazem uma riqueza enorme de temas e recursos gráficos e verbais.
 


               As histórias em quadrinhos nos levam a viagens apaixonantes, apresentam um mundo realmente fantástico, são fontes de entretenimento, raciocínio, alegria e reflexão social _ gibis são Literatura. Participando desta aventura da comunicação, o jovem, a criança tornar-se-ão leitores assíduos e, cada vez mais competentes.

          O hábito de ler deve ser estimulado desde a primeira infância, para que o indivíduo aprenda desde pequeno que ler é algo importante e prazeroso, assim ele será um adulto culto, dinâmico e perspicaz. Durante a leitura um mundo novo é descoberto, cheio de coisas desconhecidas. Saber ler e compreender o que os outros dizem nos difere dos animais irracionais, pois comer, beber e dormir até eles sabem; é a leitura, no entanto, que proporciona a capacidade de interpretação, torna nosso mundo mais amplo e diversificado.
 

          O gibi é um formato de livro, com importância equivalente a de um livro para a formação geral do indivíduo. Valor este que já foi sintetizado por Castro Alves, um poeta do século XIX, nos versos:
 
Oh! Bendito o que semeia
Livros à mão cheia
E manda o povo pensar!
O livro, caindo n'alma
É germe – que faz a palma,
É chuva – que faz o mar!




 
     Ler quadrinhos é ler sua linguagem, tanto em seu aspecto verbal quanto visual. A expectativa é que a leitura – da obra em quadrinhos – ajude a observar essa rica linguagem de um outro ponto de vista, mais crítico e fundamentado.

 
Fheluany Nogueira
Enviado por Fheluany Nogueira em 23/04/2016
Alterado em 23/04/2016
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